Igualdade é mito

Ontem, 19 de agosto de 2017, um grupo de pessoas saiu pelas ruas da cidade de Cachoeiro de Itapemirim - Espírito Santo, para falar sobre o feminicídio. O estopim de nosso movimento deu-se pelo assassinato de outra mulher, a Fernanda, que foi minha aluna. Tudo indica que foi mais um caso de feminicídio, ou seja, mais uma mulher que perdeu a vida para uma sociedade machista e misógina que considera a vida das mulheres menos importantes do que outras vidas. Mesmo que o caso de Fernanda se desdobre em variáveis que o afastem do feminicídio, outros muitos casos que estampam as manchetes sangrentas dos jornais nos mostram que a quantidade de mulheres que morre por sua condição feminina não diminui. Por isso, decidi escrever alguns textos sobre o feminicídio e questões correlatas, pautando-me principalmente nas dificuldades que a sociedade machista têm para admitir a existência do feminicídio. 

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De Rodrigo Hilbert a Andy Murray - por que não devemos excluir os homens da luta feminista

Categoria: Gênero e feminismo Publicado: Quinta, 10 Agosto 2017 Escrito por Tatiana Mareto Silva

Feminismo é inclusão. Não é "o contrário" do machismo, não apregoa a supremacia feminina. Feminismo é igualdade. Feminismo é uma luta histórica e sofrida que as mulheres travam... contra o patriarcado.

Não podemos compreender o feminismo sem compreender o patriarcado que sustenta a sociedade ocidental - e falo desta porque é a que me incluo, a que inclui os dois nomes do título dessa postagem, e a das pessoas para quem me dirijo. Como muito bem relevou Simone de Beauvoir em seu "O Segundo Sexo", o patriarcado se escora em algumas regras, padrões e estereótipos que são inculcados nas crianças desde o nascimento, e estabelecem os papéis que homens e mulheres devem seguir.

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A banalização da Lei Maria da Penha e a desqualificação das lutas femininas

Categoria: Gênero e feminismo Publicado: Quinta, 10 Agosto 2017 Escrito por Tatiana Mareto Silva

Faz algum tempo que anseio em escrever algo aqui sobre a Lei Maria da Penha, mas refreio-me por 2 motivos. A uma, meu entendimento sobre a criminalização de toda conduta e atitude humana é peculiar. Não acredito no sistema penal que está posto, pois ele não é eficiente, além de ser seletivo e discriminatório. A duas, porque não comungo do pensamento de algumas colegas feministas de que aumentar a pena de crimes cometidos contra mulheres seja eficaz para reduzi-los. Em meu entendimento, o problema da desigualdade feminina é a educação machista e patriarcal que as pessoas, em geral, recebem no ambiente familiar e até mesmo nas escolas.

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Precisamos falar sobre Christian Grey

Acabo de entrar no twitter para conferir o que está rolando e me deparo com uma hashtag que me atraiu imediatamente: #erelacionamentoabusivoquando. Claro que estão falando de violência de gênero, claro que estão falando de um assunto muito, mas muito comum e que ainda tem gente que diz que é invenção do feminismo.

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Uma réplica a um discurso machista

Categoria: Gênero e feminismo Publicado: Quinta, 27 Julho 2017 Escrito por Tatiana Mareto Silva

Inicio essa publicação informando que meu texto de hoje é uma réplica a um texto escrito por Luis Felipe Pondé, publicado no dia de hoje (23.01.17) na Folha. Lembro-me que sempre me incomodou o fato da academia brasileira ser tão sensível, de ninguém criticar ninguém abertamente, de não se provocar o debate científico. Em meus estudos utilizando pensadores norte-americanos, sempre que um artigo me atraía ele acaba sendo a réplica a outro artigo, e com isso eu via o conhecimento científico sendo produzido. Ciência social não se faz placidamente, mas com muito debate e argumentação.

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